Fórum de Desenvolvimento da Bacia do Rio Xopotó



 Como surgiu a idéia;
Através da mobilização feita pela Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente de Visconde do Rio Branco que mobilizou atores do poder público e sociedade civil no que foi inicialmente denominado “Amigos do Xopotó”.
 Os recursos utilizados (pessoal, material, tempo e financeiro, conforme o caso);
Fizemos o diagnóstico sócio-econômico ambiental através do Zoneamento Ecológico Econômico do Estado de MG. Os técnicos dos eslocs fizeram a mobilização nos seus respectivos municípios. Foram responsáveis também pela condução metodológica do processo de construção da realidade e das propostas para a melhoria da qualidade sócio-econômica e ambiental desse contexto.
 Os ganhos com os resultados da ação (ganhos mensuráveis ou não);
O trabalho da Emater MG feito sobre as bases do desenvolvimento construídas socialmente com a definição de grandes diretrizes a serem seguidas pela empresa.
 A efetividade do resultado no dia a dia de trabalho;
O documento Fórum de Desenvolvimento da Bacia do Rio Xopotó será entregue a todas as Prefeituras, Câmaras e entidades de atuação municipal e regional de forma a nortear o desenvolvimento desse contexto sócioeconômicoambiental além de permitir que esta diretrizes componham o PMATER de cada um dos municípios para uma Ação coletiva.
 A abrangência dos resultados;
Este contexto, composto de 7 municípios da Uregi de Viçosa (Ervália, São Geraldo, Divinésia, Ubá, Visconde do Rio Branco, Guidoval, Guiricema) e 3 municípios da Uregide Cataguases( Rodeiro, Astolfo Dutra e Dona Euzébia) com uma população estimada de 150.000 pessoas.
 O impacto social e ambiental, conforme o caso;
Mobilização social para o desenvolvimento sustentável através da Construção Social da realidade e do alinhamento estratégico dos municípios (Câmaras e Prefeituras), da sociedade civil organizada e das instituições públicas para a Ação Coletiva. Além disso, fundamenta a sua ação tendo a Bacia hidrográfica como unidade de planejamento.
 Qual é a aplicação dessa ação em outras áreas da Emater-MG.
Esta ferramenta de mobilização e de planejamento estratégico tem na bacia hidrográfica a sua unidade de planejamento, que deve ser a base para a constituição das Uregis e deve nortear a modernização da extensão rural em bases ambientalmente mais adequadas para a busca da ação coletiva, necessária à melhoria do Potencial Social desse contextos sócioeconômicoambientais onde ela tua de forma pontual e pouco sinérgica. Pode se aplicada em toda a empresa, sem qualquer exceção, viabilizando a extensão rural de forma holística e sistêmica. Viabiliza, ainda, a inserção desses contextos na Política territorial do MDA.

Justificativa da Ação implementada
Desde o descobrimento do Brasil, o Bioma Mata Atlântica vem sendo sistemática e paulatinamente ocupado de forma predatória. O interesse inicial, por ocasião do descobrimento do Brasil, foi o pau-brasil, cuja coloração vermelha despertou nos portugueses o ímpeto de carregar toda a floresta para tingir tecidos e fazer móveis. Este bioma é considerado um dos mais ameaçados do mundo, pois da cobertura vegetal primitiva, 1,3 milhão de Km², restaram apenas 7,3% da sua área original. A colonização da bacia do Rio Pomba deu-se, inicialmente, a partir da decadência das atividades de mineração. Em fins do século XVIII e início do século XIX, várias famílias deixaram Mariana, Ouro Preto, Guarapiranga e outros centros de extração à procura de terras férteis e propícias à agricultura, onde pudessem desenvolver atividades de renda mais estável e segura. As regiões banhadas pelo Rio Turvo, Xopotó, Pomba e outros, eram assediadas devido à ocorrência de florestas que prestaram à extração de madeira e que até então eram habitadas pelos índios (chopós, croatos e puris) procedentes do litoral fluminense, das baixadas dos Campos dos Goitacases, onde recebiam a denominação de Goitacás e de aventureiros.
Os ciclos econômicos se sucederam. A partir dessa característica de parcelamento do solo, desaparece o latifúndio e, com ele, a monocultura do café, dando lugar à policultura do fumo, cereais, cebola, batata, pimentões, tomates, entre outros. Houve, em conseqüência, um decréscimo no setor agrícola da economia. Mais recentemente, o setor secundário, principalmente a indústria moveleira, passou a ser a atividade econômica mais importante de Ubá.
Assim, "a produção de um espaço, o território da Bacia do Rio Xopotó e os municípios no seu entorno, o espaço físico, balizado, modificado, transformado pelas redes, circuitos e fluxos que aí se instalam: rodovias, canais, estradas de ferro, circuitos comerciais e bancários, autoestradas, e rotas aéreas, etc.", (LEFEBVRE, 1978, p. 259 apud RAFFESTIN, 1993, p. 143), por exemplo, se constitui em um complexo jurídico-sócio-econômico, modelado em uma multiplicidade de paisagens, exibindo feições características. O território é, assim, a base física de sustentação locacional e ecológica, juridicamente institucionalizado do Estado Nacional. Contém os objetos espaciais, naturais e/ou construídos, na condição de instrumentos exossomáticos1, para (re)produção de uma identidade étnico-sócio-cultural.
A valorização do território é um processo que reúne dois mananciais de recursos: social e natural. Recurso não é algo natural, mas uma condição produzida socialmente a partir de materiais naturais. Resulta de modos de relação entre homem e natureza, definidos historicamente em função da evolução técnico-científica (RAFFESTIN, 1993; MILTON SANTOS, 1996). O processo de valorização do território se dá, portanto, no âmbito de dois circuitos ecológicos: um social e outro natural (SANTOS, 1997).
No dia 19 de Junho de 2013, a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente da Prefeitura de Visconde do Rio Branco convidou pessoas interessadas dos municípios circunvizinhos pertencentes ao contexto socioeconômica ambiental da Bacia do Xopotó( Ervália, São Geraldo, Divinésia, Ubá, Visconde do Rio Branco, Guidoval, Guiricema, Astolfo Dutra, Rodeiro e Dona Euzébia), para uma reunião na Câmara Municipal de Visconde do Rio Branco, com a presença do Prefeito e vereadores. Nessa oportunidade apresentamos o diagnostico sócio-econômico e ambiental dessa bacia. Outras reuniões e sucederam, de forma itinerante, nos municípios dessa bacia (Guidoval, Guiricema, São Geraldo), de forma que a mobilização social se tornou mais fortalecida e um Fórum de Desenvolvimento da Bacia do Xopotó foi proposto.
Tendo em vista a situação atual de concentração de renda nos municípios de Ubá e Visconde do Rio Branco e a relativa estagnação econômica da maioria dos municípios, aliado a problemas ambientais diversos tais como a pequena cobertura vegetal existente (cerca de 3% da Mata Atlântica original), a baixa qualidade ambiental da bacia hidrográfica em questão, a pouca diversificação das atividades agropecuárias concentradas no café e na pecuária leiteira extensiva com pastagens degradadas, estimularam a construção de bases para um desenvolvimento mais equânime e democrático. Essas bases foram construídas participativamente buscando a ação coletiva daquilo que se denomina Território da Bacia do Rio Xopotó. As grandes diretrizes que nortearão este desenvolvimento estão descritas no documento redigido com base nos resultados da construção coletiva do Fórum de Desenvolvimento da Bacia do Xopotó, que se realizou no dia 22/08/2013 em Ubá e a reunião subseqüente, em Ervália, no dia 03/10/2013. Nesta reunião, esses programas foram mais bem detalhados, prazos e cronogramas foram estabelecidos, responsabilidades foram delegadas e uma comissão representativa assumiu os trabalhos, ou seja, planejamento e comprometimento foram estabelecidos. Este detalhamento e priorização das propostas se condensam em 6 grandes Temas regionais que buscam a participação dos poderes públicos municipais, estaduais e federal bem como da sociedade civil organizada e das instituições privadas atuantes na região: Tema 1 - Êxodo rural na bacia do Xopotó, Tema 2 – Meio Ambiente e sustentabilidade na Bacia do Xopotó, Tema 3 – Organização Social da Bacia do Xopotó, Tema 4 – Políticas Públicas, programas e projetos da Bacia do Xopotó, Tema 5 - Produção Agropecuária na Bacia do Xopotó. A partir da problematização desses temas, foram construídas as soluções que foram posteriormente priorizadas e detalhadas. Uma agenda de continuidade foi assumida pelo grupo.


Autor ou Representante do Grupo: Marcelo Caio Libanio Teixeira
Demais integrantes da equipe(se for o caso):
Darci Roberti
Luiz carlos
Rosângela
Lucivan Extensionistas Esloc Ubá
Fabrício extensionista Esloc São Geraldo
Laurence
José Alexandre extensionistas Esloc Visconde do Rio Branco
Hugo extensionista Esloc Divinésia
José Luiz extensionista Esloc Guiricema
Antônio extensionista Esloc Guidoval
Janine
Dalila extensionistas Esloc Ervália
Telefone: (31)3891-3155
E-mail: Marcelo.libaneo@emater.mg.gov.br
Unidade: Regional de Viçosa
Municipio: Unidade Regional de Viçosa