Emater-MG é parceira em projetos de implantação de fossas sépticas no município de Caeté e outros da região central
Iniciativa também atrai interesse de municipios da região Sul, preocupados em preservar meio ambiente
Fotos 1 e 2 - Construção de fossa de bombonas, e faixa homenageia parceiros do projeto em Caeté // Fotos 3 e 4 - Dia de Campo em Nepomucento, promovido pela Regional de Lavras, ensina na prática como construir a fossa ecológica
Cerca de 450 moradores rurais do município de Caeté, na região metropolitana de Belo Horizonte serão beneficiados com a construção de cem fossas sépticas para o recolhimento de dejetos domésticos nas residências deles. Cinco fossas já foram construídas e as demais deverão ser concluídas até agosto, data prevista para o final das obras do Projeto Saúde e Qualidade de Vida no Campo. O escritório local da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) vem participando do processo, desde o início, quando contribuiu para confecção do projeto aprovado.
A empresa pública mineira de extensão rural ainda atua nas capacitações dos moradores da comunidade contemplada e dos parceiros do projeto, repassando as informações das tecnologias que podem ser utilizadas na implantação das fossas. “A Emater-MG participou ativamente da elaboração do projeto, parceria solicitada pelos moradores da comunidade, através da associação. Além disso, foi responsável pelas capacitações ocorridas em abril e neste mês de maio, na montagem dos panfletos e no apoio da execução do projeto”, explica a extensionista local, a engenheira agrônoma, Ana Luiza Rezende.
O projeto, apresentado pela Associação Comunitária de Posses e Região (Asscop), foi aprovado pela mineiradora de ouro que atua no município, por meio de chamada pública. A verba no valor de R$ 38 mil está sendo empregada pela Asscop na compra do material necessário. Ainda conforme Ana Luiza, a contrapartida do projeto envolve os próprios beneficiários, que participam da execução, abrindo as valas para a construção das fossas. Segundo a extensionista da Emater-MG, a iniciativa conta ainda com as parcerias do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) do município, que está bancando o pagamento da mão de obra para a montagem das fossas, e a Prefeitura de Caeté, que cede os carretos para a distribuição dos materiais.
De acordo com a extensionista Ana Luiza, as fossas sépticas consistem em um sistema inovador de esgoto sanitário, pois permitem a melhoria da qualidade de vida das comunidades rurais, ao prevenir doenças relacionadas à falta de saneamento básico. “Elas substituem o esgoto a céu aberto e as fossas rudimentares, também chamadas de fossas negras, que nada mais são do que buracos abertos na terra”, explica. A técnica acrescenta que, “sem isolamento seguro, as fossas negras permitem a infiltração de resíduos de fezes e de urina no solo”, o que pode contaminar os lençóis subterrâneos de água e provocar doenças relacionadas a verminoses, nos moradores da zona rural. “Em casos extremos, pode causar até a morte”, alerta.
A agrônoma da Emater-MG explica que as fossas podem ser feitas utilizando duas das técnologias disponíveis. Uma é o tanque de evapotranspiração (tevap), que retém a parte sólida do vaso sanitário em um sistema fechado e permite a evaporação da água e a absorção dela por raizes de vegetais. A outra é a biodigestora, que retém a parte sólida em tambores de plástico (bombonas) até a sua decomposição por bactérias anearóbicas, e descarta a água numa vala de infiltração. O processo garante a eliminação de 80% dos resíduos orgânicos da água, segundo a técnica. A escolha de uma ou outra técnica vai depender do relevo local, segundo Ana Luiza.
Além de Caeté, outro município da região Central que vem sendo beneficiado com a implantação de fossas sépticas é o de Sabará. Também lá, 150 famílias foram contempladas em 2010 com o mesmo projeto patrocinado pela mineradora que atua na cidade, e já está em curso, desde o ano passado, mais uma iniciativa para atender outras 70 famílias rurais. Além disso, segundo o extensionista local da Emater-MG, que é parceira nas iniciativas em curso, Denis Soares de Morais, a construção de fossas sépticas está atraindo mais famílias rurais. “Fora os projetos em parceria com a mineradora, existem outros bancados com recursos próprios dos moradores que já contemplaram entre 40 e 50 famílias locais”, garante.
Fossas ecológicas no Sul
E no Sul do Estado, alguns municípios vêm demonstrando interesse em implantar as chamadas fossas ecológicas na zona rural. A explicação estaria no fato de muitos desses municípios terem áreas de preservação ambiental e desenvolverem o turismo ecológico como atividade, o que explicaria a necessidade e o interesse em preservar os mananciais de água da região.
A informação é do coordenador técnico Regional de Culturas da Emater-MG, Edson Spini Logato, que ensinou como fazer fossas ecologicas, durante a realização de um Dia de Campo, no início do mês de maio, em Nepomuceno. “Mostramos como fazer essas fossas, que são chamadas ecológicas porque usam pneus usados e entulho de construção”, explica.
Segundo o coordenador da Emater-MG, ao contrário das fossas convencionais e das chamadas fossas negras, onde à agua é descartada, nas ecológicas a água é evaporada e absorvida pelas plantas colocadas em cima delas. “A gente coloca planta ornamental de folhas grandes para transpirar mais. É uma fossa aprovada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, a Semad”, conta.
De acordo com Logato, entre os municípios que têm mostrado interesse na implantação dessas fossas no meio rural, estão Carrancas, Nepomuceno, Perdõed e Ijaci. Outro atrativo, segundo o técnico é que esse é um projeto econômico, “pois o pneu e o entulho são de graça e a mão de obra necessária na implantação não precisa de ser especializada” , diz.
Assessoria de Comunicação da Emater-MG
Terezinha Leite
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Publicado em: 29/05/2013
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