Dona Maria Isolina (segunda, em pé, da esquerda para direita) e família
 

BELO HORIZONTE (22/11/2021) - Os 88 anos de idade não são obstáculo para que uma produtora rural de Varginha, no Sul de Minas Gerais, mantenha disposição para as atividades no campo. Numa propriedade de 20 hectares, dona Maria Isolina de Souza é referência numa família que investe na produção de café.

Hoje o trabalho é desenvolvido junto com os filhos e netos. Dona Maria lembra que esta sucessão familiar na propriedade vem de várias décadas. Sentada em frente de casa, ela conta dos tempos quando era bem jovem e já ajudava o pai na lida da fazenda.

“Eu buscava as vacas para o meu pai, de madrugada. Enquanto ele fazia café, eu ia buscar as vacas para tirar leite. Eu tinha medo de ir sozinha, porque era longe. Ia com a luz de querosene buscar as vacas no escuro. Desde cedo trabalhava na enxada, capinava arroz”, relembra.

Atualmente, a criação do gado leiteiro não existe mais. Além do café, a família também cultiva pequenas lavouras de outros produtos “Aqui a gente plantava mandioca, batata. Agora é quase só café. Tem feijão e também plantamos um pouquinho de milho”, conta dona Maria Isolina.

A produção de café da fazenda Mato da Onça é de 300 sacas por ano, vendidas para cooperativas da região. Recentemente, a família começou também a produzir cafés especiais. O resultado já apareceu, com a vitória no 4º Concurso de Cafés Especiais da Cooperativa dos Produtores de Café Especial dos Martins (Coopercafem). A inscrição da amostra foi feita pela neta da dona Maria, Renata de Souza, em 2017.

Maicon de Souza, de 25 anos, é o neto mais novo da dona Maria Isolina que trabalha com a produção de café na propriedade. Ele conta que são oito pessoas da família trabalhando na lavoura. “Meu bisavô foi o primeiro a começar a mexer com o café. Depois passou para minha vó e meu pai também foi seguindo os passos. Hoje eu e minha irmã estamos acompanhando eles, e trabalhando na lavoura. Então tem a minha avó, tem pai, mãe, tio, irmãos, genro, esposa”, comenta.

O produtor afirma que a avó ainda faz questão de trabalhar com o café. “O serviço de mexer o café no terreiro para secar é ela que gosta de fazer”, diz.

30 anos com a Emater

A Emater-MG faz parte da história da família da dona Maria Isolina. Faz aproximadamente 30 anos que os técnicos da empresa em Varginha prestam assistência na propriedade. “A Emater-MG é como se fosse um braço direito nosso. Estão sempre prontos a nos ajudar. É muito gratificante ter a empresa nos acompanhando na lavoura”, afirma Maicon de Souza.

Além dos trabalhos na lavoura, foi na fazenda Mato da Onça que a Emater-MG construiu o primeiro tanque de evapotranspiração na zona rural do município. Conhecido como Tevap, ele é um sistema ecológico de tratamento de esgoto doméstico para evitar a contaminação de nascentes, córregos, rios e lençol freático.

A técnica da Bem-Estar Social da Emater-MG no município, Adalise Vieira da Silveira, diz que não é só a família que se beneficia do convívio com a dona Maria Isolina. Ela comenta sobre a primeira vez que teve contato com a cafeicultora. “Enquanto ela passava seus conhecimentos a todos presentes, entendi na prática o real significado da sucessão familiar no campo. Em todas as visitas da Emater à propriedade, muito conhecimento foi passado para dona Maria e sua família. Mas os extensionistas também aprendiam muito com ela, em todas as visitas. Uma troca incrível. Ela é um exemplo de força, sabedoria e de muito sucesso em transmitir o seu conhecimento sobre o campo a suas várias gerações familiares”, comenta a técnica.

 

Assessoria de Comunicação – Emater-MG

Jornalista responsável: Marcelo Varella

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Fotos: Divulgação Emater-MG

Publicado em: 22/11/2021



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