Desenvolvimento sustentável
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Desenvolvimento sustentável

Desenvolvimento sustentável

Pensar no futuro do meio ambiente e nas próximas gerações


Nas últimas décadas, o meio ambiente vem atraindo mais atenção e interesse. Mas, desde meados do século passado, a deterioração ambiental e sua relação com o crescimento econômico já eram objeto de análise e preocupação (de vários países. Muitos estudos, inclusive, relacionam o desenvolvimento industrial dos últimos séculos à grande parte dos impactos causados ao meio ambiente. No entanto os impactos ambientais são mais remotos que a revolução industrial e surgiram da exacerbada interferência humana no equilíbrio da natureza, iniciada nos primórdios da civilização.


Desde o surgimento das primeiras formas humanas de vida, os recursos naturais passaram a estar a serviço do ser humano, satisfazendo suas necessidades, que se tornavam cada vez maiores. E a ganância dos homens os fez fecharem os olhos para os impactos negativos no equilíbrio da natureza e para os danos causados ao explorar os recursos naturais e devolvê-los ao ambiente em forma de lixo.


A partir dos anos 70, a preocupação com a limitação dos recursos naturais, com o receio de sua exaustão e com os estragos causados pela crescente poluição levou o assunto a discussões mais amplas, em busca de soluções para a preservação ambiental. Era a vez do desenvolvimento sustentável, que significa compatibilidade do crescimento econômico, com desenvolvimento humano e qualidade ambiental. Mas é preciso que todos compreendam a verdadeira importância de se preservar o meio ambiente, entendendo que os recursos naturais são esgotáveis e que cabe ao homem atender as necessidades do presente, sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras também atenderem suas próprias necessidades.


Olhando para o futuro, percebemos que a questão ambiental é um assunto a ser tratado com seriedade e urgência. Vivemos por séculos com recursos abundantes, com a população ainda em formação e nos descuidamos da preservação ambiental. Hoje, vários países já desenvolvem programas ambientais. E o Brasil também reconheceu a importância do desenvolvimento sustentável.


Em Minas Gerais, a Secretaria de Agricultura e a do Meio Ambiente do Estado desenvolvem várias ações voltadas para a questão. Uma delas é o programa de Integração Lavoura-Pecuária e Floresta, implementado pela Emater–MG, que consiste na recuperação de pastagens degradadas, por meio da Integração Lavoura-Pecuária e Florestas (ou combinações) com o uso do plantio direto.


A Integração Lavoura-Pecuária é uma técnica que busca a recuperação do potencial produtivo das áreas degradadas, com a utilização da área durante todo o ano. O consórcio pode ser entre lavoura, pastagem e floresta ou somente entre duas opções. A inovação que vem sendo muito usada no sistema lavoura-pasto é a utilização do eucalipto. Seu cultivo, desde que com manejo adequado, evita a erosão do pasto, favorece a circulação subterrânea da água e pode ser comercializado para a produção de madeira ou carvão. Além de recuperar o solo e ser mais uma fonte de renda, o plantio da árvore também traz benefícios ao gado, já que propicia vastas áreas de sombras no campo, proporcionando conforto térmico aos animais.


De acordo com dados da Secretaria da Agricultura, em Minas Gerais há cerca de 22,4 milhões de cabeças de gado em 25 milhões de hectares, com a metade dessa área apresentando algum estádio de degradação. Para recuperar essas pastagens, os produtores estavam revolvendo o solo com grades e tratores, causando erosão e grande impacto ambiental. Com a Integração Lavoura-Pecuária e Floresta, o produtor consegue recuperar as áreas degradadas, em área plana ou montanhosa, sem causar danos ambientais, e ainda com as vantagens econômicas que o sistema proporciona.


O Sistema de Integração Lavoura-Pecuária e Floresta possibilita os mesmos índices de produtividade por hectare dos plantios convencionais. Isso quer dizer que, com a utilização de tecnologia, os plantios integrados também podem apresentar produção crescente. Ao lado do feijão e da soja, o milho é um dos cultivos mais recomendados. Esse grão lidera a produção em Minas, com 6,23 milhões de toneladas por ano e produtividade próxima de 5 toneladas por hectare, com possibilidade de elevar esse número para 12 toneladas por hectare.


É importante termos a consciência de que, hoje, o processo produtivo, junto com a ciência e a pesquisa, desenvolvimento tecnológico e extensão rural, nos permite uma nova formatação da exploração dos recursos naturais com muito mais responsabilidade ambiental. E a Emater–MG tem orientado os agricultores para esta questão. Frisando que, mais que preocupações específicas, como a recuperação de áreas degradadas, é fundamental garantir que existam formas sustentáveis de produção.


Professor Antônio Lima Bandeira

Presidente

 

 Publicado em: 15/04/2010

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