Iniciativa envolve Emater-MG, Fundação Banco do Brasil e Prefeituras dos municípios

BELO HORIZONTE (19/10/2017) – A Emater-MG, a Fundação Banco do Brasil e a Prefeitura de Brasília de Minas realizaram nesta quarta-feira, uma reunião pública para apresentar a execução de estudo e plano de recuperação ambiental da sub-bacia do Córrego do Paracatu, no município do Norte mineiro. O objetivo é dar transparência à execução de um convênio, entre a empresa pública mineira de assistência técnica e extensão rural e os parceiros da iniciativa, no valor de R$ 380,5 mil, sendo R$ 259 mil da Fundação Banco do Brasil e contrapartida de R$ 121 mil da Emater-MG. Confirmado em cerimônia de assinatura, na sede da empresa, em fevereiro deste ano, o convênio também inclui obras que vão beneficiar o Córrego da Velha em Araçuaí e o Córrego da Fumaça, em Porteirinha. Neste último município, a reunião pública será nesta quinta-feira, 19/10.

“Esta é uma forma de prestação de contas públicas. É um processo de transparência que envolve apresentar o trabalho não apenas para as comunidades diretamente beneficiadas, mas para o conjunto da população dos municípios envolvidos. Estamos dizendo quais são essas ações e como estão sendo feitas. Por hora estamos fazendo essas reuniões nos municípios de Brasília de Minas e Porteirinha, mas já estamos vendo a data para realizarmos em Araçuaí”, informa a diretora de Infraestrutura da Emater-MG, Fabíola Paulino da Silva. Segundo a diretora, estão sendo construídas barraginhas, também conhecidas como bacias de captação de água, para conter erosões e permitir maior absorção da água de chuva e a recomposição dos lençóis freáticos.

O coordenador técnico da Emater-MG, Ivaldo Martins, explica que os estudos apontaram um alto nível de degradação ambiental nas bacias contempladas pelo convênio. “Nas regiões constatamos grandes extensões de pastagens mal manejadas. Com o tempo elas se tornaram pontos de erosões e de não infiltração da água da chuva no solo. E isso diminuiu bastante a vazão dos rios, que não é significativa, pois são locais próximos do semiárido. Quando chove formam enxurradas, que não entram na terra, levando árvores, entulho e pedra. Isso tudo vai para o curso principal e acaba afetando as casas e plantações dos agricultores”, argumenta.

Para a diretora Fabiola Paulino Silva a expectativa com os resultados é muito favorável, principalmente, com o início do período de chuvas. Ela aponta que a metodologia de Zoneamento Ambiental Produtivo (ZAP), desenvolvida pela empresa para compor o diagnóstico das áreas estudadas ajudou muito e pode ser utilizada em trabalhos semelhantes da empresa em outros municípios. “Pelo que a teoria aponta, essas intervenções vão beneficiar ambientalmente essas bacias, mas a gente já sabe que existe um desejo grande de outros municípios participarem ou até mesmo dos que já participam ampliar para outras comunidades. Então o nosso principal objetivo com essa ação é difundir essa metodologia, esse tipo de trabalho, essa ação que a empresa vem fazendo com seus parceiros, para que a gente possa ampliar cada vez mais”.

Zoneamento Ambiental Produtivo

A metodologia do Zoneamento Ambiental Produtivo permitiu a utilização de imagens de satélites, estudos de disponibilidade hídrica, mapa dos solos e paisagens existentes em cada sub-bacia para compor o diagnóstico delas. “Essa é uma ferramenta de trabalho, desenvolvida pela Emater, para identificar áreas de fragilidade e potencialidades, seja no desenvolvimento da agricultura, como na proteção ambiental, recarga e outros aspectos”, acrescenta o gerente de Divisão da Inovação e Tecnologia Ambiental da Emater-MG, João Carlos Guimarães. Conforme o gerente, esse é um trabalho que está dentro da agenda de segurança hídrica e sustentabilidade que a empresa se prontificou a trabalhar, em consonância com o Estado e suas diretrizes.

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Fotos: Acervo Emater-MG/ Reunião Pública em Brasília de Minas, nesta quarta-feira, 18/10/17

Publicado em: 19/10/2017